O incêndio de Águeda começou a 8 de agosto de 2016, por volta das 04h09, em Ventoso (Águeda). A hora de início vem do registo do ICNF (SGIF); o ponto é aproximado (o lugar de Ventoso, em Águeda, que o ICNF dá como local de início, situado com o OpenStreetMap).
Os satélites VIIRS (Suomi NPP) e MODIS (Terra e Aqua) viram calor deste incêndio em 37 passagens e registaram 1061 deteções. Os píxeis de 1 km do MODIS só servem para a hora. A primeira passagem VIIRS (píxeis de 375 m) a ver o fogo foi às 04h34; o MODIS (Aqua) já tinha visto calor às 03h48, 21 minutos antes da hora de início (04h09): o fogo já ardia antes dessa hora. Na reconstrução, cerca de 2,0 ha à volta do centro do píxel dessa passagem do MODIS ficam com a hora dela (um píxel de 1 km não mostra onde, dentro dele, o fogo ardia); às 04h34 já tinham ardido cerca de 169 ha, e a hora de cada outro sítio antes dessa passagem é interpolada entre o início e ela, não observada. A última deteção de calor por satélite foi a 12 de agosto.
A área ardida desta análise é o perímetro publicado pelo ICNF para este incêndio, nas partes junto às deteções VIIRS: cerca de 7184 ha na grelha da análise. O ICNF registou 7168 ha. As imagens Sentinel-2 de 1 de agosto e de 18 de agosto de 2016 dão a severidade da queima dentro desse perímetro.
Comparamos a propagação reconstruída com os perímetros datados publicados no PT-FireSprd (Benali et al. 2023); estão na camada «Perímetros de referência». Neste incêndio, a hora reconstruída ficou, em média, a 7,11 horas do intervalo de referência, e a menos de 6 horas em 73 % da área comparada. Estes perímetros foram desenhados a partir de dados de satélite e fizeram parte do teste de 2015–2016, por isso esta comparação não é uma verificação independente.
Esta reconstrução é técnica, feita a partir de dados de satélite. Não encontrámos um relatório oficial publicado sobre este incêndio.