O incêndio de Alvaiázere e Mação começou a 11 de agosto de 2017, por volta das 19h30, em Alqueidão (Alvaiázere). A hora e o ponto de início vêm do PT-FireSprd, que os tirou de dados do serviço florestal; o local, do ICNF.
Os satélites VIIRS (Suomi NPP) e MODIS (Terra e Aqua) viram calor deste incêndio em 55 passagens e registaram 1332 deteções. Os píxeis de 1 km do MODIS só servem para a hora. A primeira passagem VIIRS (píxeis de 375 m) a ver o fogo foi às 02h34 de 12 de agosto; o MODIS (píxeis de 1 km) já tinha visto calor às 22h42 de 11 de agosto. Na reconstrução, às 02h34 já tinham ardido cerca de 497 ha: a hora de cada sítio antes dessa passagem é interpolada entre o início e ela, não observada. A última deteção de calor por satélite foi a 20 de agosto. O registo do ICNF termina às 18h59 de 14 de agosto, mas as passagens de satélite seguintes ainda datam cerca de 14 466 ha, 61 % da área ardida desta análise, até 19 de agosto (cálculo nosso); os perímetros datados do PT-FireSprd também vão até 19 de agosto.
A área ardida desta análise é o perímetro publicado pelo ICNF para este incêndio, nas partes junto às deteções VIIRS: cerca de 23 816 ha na grelha da análise. O ICNF registou 22 825 ha. As imagens Sentinel-2 de 8 de agosto e de 2 de setembro de 2017 dão a severidade da queima dentro desse perímetro.
Comparamos a propagação reconstruída com os perímetros datados publicados no PT-FireSprd (Benali et al. 2023); estão na camada «Perímetros de referência». Neste incêndio, a hora reconstruída ficou, em média, a 1,56 horas do intervalo de referência, e a menos de 6 horas em 93 % da área comparada. Este incêndio fez parte do teste do método, por isso esta comparação não é uma verificação independente.
Esta reconstrução é técnica, feita a partir de dados de satélite. Não encontrámos um relatório oficial publicado sobre este incêndio.