O incêndio dos Arcos de Valdevez começou a 8 de agosto de 2016, por volta das 02h00, em Cabana Maior (Arcos de Valdevez). A hora e o ponto de início vêm do PT-FireSprd, que os tirou de dados do serviço florestal; o local, também do PT-FireSprd.
Os satélites VIIRS (Suomi NPP) e MODIS (Terra e Aqua) viram calor deste incêndio em 41 passagens e registaram 594 deteções. Os píxeis de 1 km do MODIS só servem para a hora. A primeira passagem VIIRS (píxeis de 375 m) a ver o fogo foi às 02h53. Na reconstrução, às 02h53 já tinham ardido cerca de 34 ha: a hora de cada sítio antes dessa passagem é interpolada entre o início e ela, não observada. A última deteção de calor por satélite usada foi a 14 de agosto.
A área ardida desta análise é o perímetro publicado pelo ICNF para este incêndio, nas partes junto às deteções VIIRS: cerca de 5914 ha na grelha da análise. As imagens Sentinel-2 de 1 de agosto e de 18 de agosto de 2016 dão a severidade da queima dentro desse perímetro.
Comparamos a propagação reconstruída com os perímetros datados publicados no PT-FireSprd (Benali et al. 2023); estão na camada «Perímetros de referência». Esses perímetros não cobrem cerca de 598 ha da área ardida desta análise (cálculo nosso): aí a hora reconstruída não tem com que ser comparada. Neste incêndio, a hora reconstruída ficou, em média, a 4,96 horas do intervalo de referência, e a menos de 6 horas em 79 % da área comparada. Estes perímetros foram desenhados a partir de dados de satélite e fizeram parte do teste de 2015–2016, por isso esta comparação não é uma verificação independente.
Esta reconstrução é técnica, feita a partir de dados de satélite. Não encontrámos um relatório oficial publicado sobre este incêndio.