O incêndio de Arouca começou a 8 de agosto de 2016, por volta das 14h30, em Telhe (Arouca). A hora e o ponto de início vêm do PT-FireSprd, que os tirou de informação dos operacionais no terreno; o local, do ICNF.
Os satélites VIIRS (Suomi NPP) e MODIS (Terra e Aqua) viram calor deste incêndio em 52 passagens e registaram 2027 deteções. Os píxeis de 1 km do MODIS só servem para a hora. A primeira passagem VIIRS (píxeis de 375 m) a ver o fogo foi às 02h34 de 9 de agosto; o MODIS (píxeis de 1 km) já tinha visto calor às 14h54 de 8 de agosto. Na reconstrução, às 02h34 já tinham ardido cerca de 372 ha: a hora de cada sítio antes dessa passagem é interpolada entre o início e ela, não observada. A última deteção de calor por satélite foi a 15 de agosto.
A área ardida desta análise é o perímetro publicado pelo ICNF para este incêndio, nas partes junto às deteções VIIRS: cerca de 21 931 ha na grelha da análise. O ICNF registou 21 909 ha. As imagens Sentinel-2 de 8 de agosto e de 18 de agosto de 2016 dão a severidade da queima dentro desse perímetro.
Comparamos a propagação reconstruída com os perímetros datados publicados no PT-FireSprd (Benali et al. 2023); estão na camada «Perímetros de referência». Os perímetros do PT-FireSprd deste incêndio incluem também partes do incêndio de Castelo de Paiva a partir das 03h00 de 11 de agosto (cálculo nosso): a essas horas, a coincidência com a nossa reconstrução compara com mais do que este incêndio. Neste incêndio, a hora reconstruída ficou, em média, a 1,66 horas do intervalo de referência, e a menos de 6 horas em 91 % da área comparada. Estes perímetros foram desenhados a partir de dados de satélite e fizeram parte do teste de 2015–2016, por isso esta comparação não é uma verificação independente.
Esta reconstrução é técnica, feita a partir de dados de satélite. Não encontrámos um relatório oficial publicado sobre este incêndio.