O incêndio de Baião começou a 16 de setembro de 2024, por volta das 15h50, em Águas Mortas (Baião). A hora e o ponto de início vêm do PT-FireSprd, que os tirou de dados de satélite e de conhecimento pericial; o local, do ICNF.
Os satélites VIIRS (Suomi NPP, NOAA-20 e NOAA-21) e MODIS (Terra e Aqua) viram calor deste incêndio em 30 passagens e registaram 1606 deteções. Os píxeis de 1 km do MODIS só servem para a hora. A primeira passagem VIIRS (píxeis de 375 m) a ver o fogo foi às 02h15 de 17 de setembro; o MODIS (píxeis de 1 km) já tinha visto calor às 23h12 de 16 de setembro. Na reconstrução, às 02h15 já tinham ardido cerca de 3169 ha: a hora de cada sítio antes dessa passagem é interpolada entre o início e ela, não observada. A última deteção de calor por satélite foi a 19 de setembro. O registo do ICNF só termina a 25 de novembro; esta análise não usa essa data e dá como fim do incêndio a última deteção de calor por satélite.
A área ardida desta análise é o perímetro publicado pelo ICNF para este incêndio, nas partes junto às deteções VIIRS: cerca de 5961 ha na grelha da análise. O ICNF registou 5945 ha. As imagens Sentinel-2 de 15 de setembro e de 30 de setembro de 2024 dão a severidade da queima dentro desse perímetro.
Comparamos a propagação reconstruída com os perímetros datados publicados no PT-FireSprd (Benali et al. 2023); estão na camada «Perímetros de referência». Esses perímetros não cobrem cerca de 2204 ha da área ardida desta análise (cálculo nosso): aí a hora reconstruída não tem com que ser comparada. Neste incêndio, a hora reconstruída ficou, em média, a 0,86 horas do intervalo de referência, e a menos de 6 horas em 99 % da área comparada. Este incêndio não fez parte do teste do método, por isso esta comparação é uma verificação independente.
Esta reconstrução é técnica, feita a partir de dados de satélite. Não encontrámos um relatório oficial publicado sobre este incêndio.