O incêndio de Castelo Branco começou a 13 de agosto de 2017, por volta das 01h30, em Lameiros do Monte (Castelo Branco). A hora e o ponto de início vêm do PT-FireSprd, que os tirou de dados do serviço florestal; o local, do ICNF. O registo do ICNF (SGIF) dá o início 3 minutos antes, às 01h27. O perímetro que o ICNF publica para este incêndio fica sobretudo no concelho do Fundão, e também em Castelo Branco, onde começou.
Os satélites VIIRS (Suomi NPP) e MODIS (Terra e Aqua) viram calor deste incêndio em 24 passagens e registaram 422 deteções. Os píxeis de 1 km do MODIS só servem para a hora. A primeira passagem VIIRS (píxeis de 375 m) a ver o fogo foi às 02h15. Na reconstrução, às 02h15 já tinham ardido cerca de 178 ha: a hora de cada sítio antes dessa passagem é interpolada entre o início e ela, não observada. A última deteção de calor por satélite foi a 16 de agosto.
A área ardida desta análise é o perímetro publicado pelo ICNF para este incêndio, nas partes junto às deteções VIIRS: cerca de 6279 ha na grelha da análise. O ICNF registou 6160 ha. As imagens Sentinel-2 de 8 de agosto e de 18 de agosto de 2017 dão a severidade da queima dentro desse perímetro.
Comparamos a propagação reconstruída com os perímetros datados publicados no PT-FireSprd (Benali et al. 2023); estão na camada «Perímetros de referência». Neste incêndio, a hora reconstruída ficou, em média, a 1,57 horas do intervalo de referência, e a menos de 6 horas em 90 % da área comparada. Este incêndio fez parte do teste do método, por isso esta comparação não é uma verificação independente.
Esta reconstrução é técnica, feita a partir de dados de satélite. Não encontrámos um relatório oficial publicado sobre este incêndio.