O incêndio de Castelo Branco começou a 4 de agosto de 2023, por volta das 15h30, em Carrascal (Castelo Branco). A hora e o ponto de início vêm do PT-FireSprd, que os tirou de dados aéreos; o local, do ICNF. O perímetro que o ICNF publica para este incêndio fica sobretudo no concelho de Proença-a-Nova, e também em Castelo Branco, onde começou.
Os satélites VIIRS (Suomi NPP, NOAA-20 e NOAA-21) e MODIS (Terra e Aqua) viram calor deste incêndio em 22 passagens e registaram 916 deteções. Os píxeis de 1 km do MODIS só servem para a hora. A primeira passagem VIIRS (píxeis de 375 m) a ver o fogo foi às 02h35 de 5 de agosto; o MODIS (píxeis de 1 km) já tinha visto calor às 23h36 de 4 de agosto. Na reconstrução, às 02h35 já tinham ardido cerca de 2311 ha: a hora de cada sítio antes dessa passagem é interpolada entre o início e ela, não observada. A última deteção de calor por satélite foi a 6 de agosto.
A área ardida desta análise é o perímetro publicado pelo ICNF para este incêndio, nas partes junto às deteções VIIRS: cerca de 6614 ha na grelha da análise. O ICNF registou 6553 ha. As imagens Sentinel-2 de 28 de julho e de 12 de agosto de 2023 dão a severidade da queima dentro desse perímetro.
Comparamos a propagação reconstruída com os perímetros datados publicados no PT-FireSprd (Benali et al. 2023); estão na camada «Perímetros de referência». Neste incêndio, a hora reconstruída ficou, em média, a 2,46 horas do intervalo de referência, e a menos de 6 horas em 85 % da área comparada. Este incêndio não fez parte do teste do método, por isso esta comparação é uma verificação independente.
Esta reconstrução é técnica, feita a partir de dados de satélite. Uma ficha de projeto da Câmara Municipal de Castelo Branco cita um relatório de estabilização de emergência pós-incêndio sobre o incêndio de Castelo Branco de 2023; não o encontrámos publicado, e esta análise não o usa.