O incêndio de Freixo de Espada à Cinta começou a 15 de agosto de 2025, por volta das 13h17, junto à EN 221, no local que o ICNF regista como Poiares (Freixo de Espada à Cinta). A hora de início vem do registo do ICNF (SGIF); o ponto é aproximado (Freixo de Espada à Cinta, situado com o OpenStreetMap, no ponto que este dá à antiga freguesia de Freixo de Espada à Cinta; o ICNF dá como local de início Poiares EN 221 (Castelares), na União das freguesias de Freixo de Espada à Cinta e Mazouco: não encontrámos Castelares no OpenStreetMap, e a aldeia de Poiares fica noutra freguesia). O perímetro que o ICNF publica para este incêndio estende-se de Freixo de Espada à Cinta, onde começou, aos concelhos de Torre de Moncorvo e de Mogadouro. Segundo a Comissão Técnica Independente que avaliou os incêndios de agosto de 2025, o fogo começou por progredir em terreno praticamente plano e sobretudo agrícola; mais tarde, uma mudança na direção do vento orientou o flanco direito para o rio Douro (relatório, p. 72).
Os satélites VIIRS (Suomi NPP, NOAA-20 e NOAA-21) e MODIS (Terra e Aqua) viram calor deste incêndio em 37 passagens e registaram 714 deteções. Os píxeis de 1 km do MODIS só servem para a hora. A primeira passagem VIIRS (píxeis de 375 m) a ver o fogo foi às 13h38. Na reconstrução, às 13h38 já tinham ardido cerca de 21 ha: a hora de cada sítio antes dessa passagem é interpolada entre o início e ela, não observada. A última deteção de calor por satélite foi a 18 de agosto.
A área ardida desta análise é o perímetro publicado pelo ICNF para este incêndio, nas partes junto às deteções VIIRS: cerca de 11 463 ha na grelha da análise. O ICNF registou 11 466 ha. As imagens Sentinel-2 de 3 de agosto e de 21 de agosto de 2025 dão a severidade da queima dentro desse perímetro.
Não há perímetros datados publicados deste incêndio para comparar com a propagação reconstruída.
Esta reconstrução é técnica, feita a partir de dados de satélite. As conclusões oficiais sobre o que aconteceu estão no relatório da Comissão Técnica Independente (Assembleia da República, 2026).