O incêndio da Guarda começou a 17 de julho de 2017, por volta das 13h00, em Chão Velho (Guarda). A hora e o ponto de início vêm do PT-FireSprd, que os tirou de dados do serviço florestal; o local, do ICNF. O registo do ICNF (SGIF) dá o início 15 minutos depois, às 13h15. O perímetro que o ICNF publica para este incêndio estende-se da Guarda, onde começou, aos concelhos de Almeida, do Sabugal e de Pinhel.
Os satélites VIIRS (Suomi NPP) e MODIS (Terra e Aqua) viram calor deste incêndio em 13 passagens e registaram 175 deteções. Os píxeis de 1 km do MODIS só servem para a hora. A primeira passagem VIIRS (píxeis de 375 m) a ver o fogo foi às 13h44. Na reconstrução, às 13h44 já tinham ardido cerca de 49 ha: a hora de cada sítio antes dessa passagem é interpolada entre o início e ela, não observada. A última deteção de calor por satélite foi a 19 de julho. O registo do ICNF termina às 03h06 de 19 de julho, mas as passagens de satélite seguintes ainda datam cerca de 114 ha, 2 % da área ardida desta análise, até 19 de julho (cálculo nosso).
A área ardida desta análise é o perímetro publicado pelo ICNF para este incêndio, nas partes junto às deteções VIIRS: cerca de 7440 ha na grelha da análise. O ICNF registou 7443 ha. As imagens Sentinel-2 de 14 de julho e de 24 de julho de 2017 dão a severidade da queima dentro desse perímetro.
Comparamos a propagação reconstruída com os perímetros datados publicados no PT-FireSprd (Benali et al. 2023); estão na camada «Perímetros de referência». Esses perímetros não cobrem cerca de 1023 ha da área ardida desta análise (cálculo nosso): aí a hora reconstruída não tem com que ser comparada. Neste incêndio, a hora reconstruída ficou, em média, a 2,54 horas do intervalo de referência, e a menos de 6 horas em 83 % da área comparada. Este incêndio fez parte do teste do método, por isso esta comparação não é uma verificação independente.
Esta reconstrução é técnica, feita a partir de dados de satélite. Não encontrámos um relatório oficial publicado sobre este incêndio.