O incêndio de Oleiros começou a 25 de julho de 2020, por volta das 15h30, em Sardeiras de Baixo (Oleiros). A hora e o ponto de início vêm do PT-FireSprd, que os tirou de dados aéreos e de informação dos operacionais no terreno; o local, do ICNF. O perímetro que o ICNF publica para este incêndio fica sobretudo no concelho da Sertã, e também em Oleiros, onde começou, e em Proença-a-Nova.
Os satélites VIIRS (Suomi NPP e NOAA-20) e MODIS (Terra e Aqua) viram calor deste incêndio em 17 passagens e registaram 693 deteções. Os píxeis de 1 km do MODIS só servem para a hora. A primeira passagem VIIRS (píxeis de 375 m) a ver o fogo foi às 02h53 de 26 de julho; o MODIS (píxeis de 1 km) já tinha visto calor às 22h47 de 25 de julho. Na reconstrução, às 02h53 já tinham ardido cerca de 2732 ha: a hora de cada sítio antes dessa passagem é interpolada entre o início e ela, não observada. A última deteção de calor por satélite foi a 27 de julho.
A área ardida desta análise é o perímetro publicado pelo ICNF para este incêndio, nas partes junto às deteções VIIRS: cerca de 5595 ha na grelha da análise. O ICNF registou 5591 ha. As imagens Sentinel-2 de 23 de julho e de 22 de agosto de 2020 dão a severidade da queima dentro desse perímetro.
Comparamos a propagação reconstruída com os perímetros datados publicados no PT-FireSprd (Benali et al. 2023); estão na camada «Perímetros de referência». Neste incêndio, a hora reconstruída ficou, em média, a 3,07 horas do intervalo de referência, e a menos de 6 horas em 82 % da área comparada. Este incêndio fez parte do teste do método, por isso esta comparação não é uma verificação independente.
Esta reconstrução é técnica, feita a partir de dados de satélite. Segundo a agência Lusa, o ICNF publicou na sua página de internet um relatório sobre o incêndio de Oleiros de 2020; não o encontrámos, e esta análise não o usa.