O incêndio de Oliveira de Azeméis começou a 15 de setembro de 2024, por volta das 14h50, em Senhora da Lapa (Oliveira de Azeméis). A hora e o ponto de início vêm do PT-FireSprd, que os tirou de dados aéreos e de dados de satélite; o local, do ICNF. O ICNF regista à parte, no mesmo local, um incêndio que tinha começado na véspera. O PT-FireSprd junta os dois num só, que começa às 15h50 de 14 de setembro; esta análise parte da zona de início que o PT-FireSprd regista às 14h50 de 15 de setembro. O ICNF regista à parte o incêndio de Sever do Vouga, que começou no mesmo dia, a sudeste deste, e ardeu ao lado dele; esta análise reconstrói só a área que o ICNF dá a este incêndio. O relatório de atividades de 2024 da AGIF nomeia, entre os complexos de incêndios rurais de setembro, o de Sever do Vouga – Oliveira de Azeméis – Albergaria (relatório, p. 105).
Os satélites VIIRS (Suomi NPP, NOAA-20 e NOAA-21) e MODIS (Terra e Aqua) viram calor deste incêndio em 47 passagens e registaram 2064 deteções. Os píxeis de 1 km do MODIS só servem para a hora. A primeira passagem VIIRS (píxeis de 375 m) a ver o fogo foi às 15h32; o MODIS (píxeis de 1 km) já tinha visto calor às 15h03. Na reconstrução, às 15h32 já tinham ardido cerca de 24 ha: a hora de cada sítio antes dessa passagem é interpolada entre o início e ela, não observada. A última deteção de calor por satélite usada foi a 19 de setembro.
A área ardida desta análise é o perímetro publicado pelo ICNF para este incêndio, nas partes junto às deteções VIIRS: cerca de 6264 ha na grelha da análise. O ICNF registou 6169 ha. As imagens Sentinel-2 de 15 de setembro e de 30 de setembro de 2024 dão a severidade da queima dentro desse perímetro.
Comparamos a propagação reconstruída com os perímetros datados publicados no PT-FireSprd (Benali et al. 2023) e com os do Copernicus EMS (EMSR760); estão na camada «Perímetros de referência». Do PT-FireSprd, só entram na comparação os perímetros datados deste incêndio. Esses perímetros não cobrem cerca de 2506 ha da área ardida desta análise (cálculo nosso): aí a hora reconstruída não é comparada com eles. A maior parte dessa área fica nos perímetros datados do incêndio de Sever do Vouga, que o PT-FireSprd regista à parte, com início às 15h00 de 15 de setembro, fora deste perímetro do ICNF; esta análise data essa parte a partir do início deste incêndio. Os perímetros do Copernicus EMS de 17 de setembro e de 18 de setembro cobrem a maior parte dessa área (cálculo nosso). Os perímetros de referência desta zona também cobrem área que o ICNF dá a incêndios vizinhos; de cada um, comparamos só a parte dentro do perímetro do ICNF deste incêndio, desde o seu início (cálculo nosso). Aí, os perímetros do Copernicus EMS de 17 de setembro e de 18 de setembro dão como ardidos só cerca de 3460 ha e 5241 ha, respetivamente; nesses dias, o EMS não analisou cerca de 946 ha e 636 ha da área ardida desta análise, respetivamente (cálculo nosso). Neste incêndio, a hora reconstruída ficou, em média, a 5,27 horas do intervalo de referência, e a menos de 6 horas em 71 % da área comparada. Este incêndio não fez parte do teste do método, por isso esta comparação é uma verificação independente.
Esta reconstrução é técnica, feita a partir de dados de satélite. O balanço oficial do ano está no relatório de atividades de 2024 da AGIF (2025).