O incêndio de Penalva do Castelo começou a 16 de setembro de 2024, por volta das 00h15, em Antas (Penalva do Castelo). A hora e o ponto de início vêm do PT-FireSprd, que os tirou de dados do serviço florestal; o local, do ICNF. O relatório de atividades de 2024 da AGIF nomeia, entre os complexos de incêndios rurais de setembro, o de Penalva do Castelo – Nelas (relatório, p. 105).
Os satélites VIIRS (Suomi NPP, NOAA-20 e NOAA-21) e MODIS (Terra e Aqua) viram calor deste incêndio em 43 passagens e registaram 1373 deteções. Os píxeis de 1 km do MODIS só servem para a hora. A primeira passagem VIIRS (píxeis de 375 m) a ver o fogo foi às 02h34. Na reconstrução, às 02h34 já tinham ardido cerca de 29 ha: a hora de cada sítio antes dessa passagem é interpolada entre o início e ela, não observada. A última deteção de calor por satélite foi a 19 de setembro.
A área ardida desta análise é o perímetro publicado pelo ICNF para este incêndio, nas partes junto às deteções VIIRS: cerca de 6104 ha na grelha da análise. O ICNF registou 6053 ha. As imagens Sentinel-2 de 15 de setembro e de 30 de setembro de 2024 dão a severidade da queima dentro desse perímetro.
Comparamos a propagação reconstruída com os perímetros datados publicados no PT-FireSprd (Benali et al. 2023); estão na camada «Perímetros de referência». Os perímetros do PT-FireSprd deste incêndio incluem também partes do incêndio de Vale Amoroso a partir das 03h30 de 18 de setembro (cálculo nosso): a essas horas, a coincidência com a nossa reconstrução compara com mais do que este incêndio. Neste incêndio, a hora reconstruída ficou, em média, a 1,43 horas do intervalo de referência, e a menos de 6 horas em 94 % da área comparada. Este incêndio não fez parte do teste do método, por isso esta comparação é uma verificação independente.
Esta reconstrução é técnica, feita a partir de dados de satélite. O balanço oficial do ano está no relatório de atividades de 2024 da AGIF (2025).