O incêndio de Ponte da Barca já ardia a 26 de julho de 2025, por volta das 21h47, em Parada (Ponte da Barca). A hora é a da deteção, segundo um relatório publicado (relatório, p. 55); o ponto é aproximado (o lugar de Parada, em Ponte da Barca, que o ICNF dá como local de início, situado com o OpenStreetMap). Segundo a Comissão Técnica Independente, este incêndio só ganhou dimensão depois de uma reativação, na tarde do dia seguinte (relatório, p. 55).
Os satélites VIIRS (Suomi NPP, NOAA-20 e NOAA-21) e MODIS (Terra e Aqua) viram calor deste incêndio em 97 passagens e registaram 1896 deteções. Os píxeis de 1 km do MODIS só servem para a hora. A primeira passagem VIIRS (píxeis de 375 m) a ver o fogo foi às 02h22 de 27 de julho; o MODIS (píxeis de 1 km) já tinha visto calor às 22h23 de 26 de julho. Na reconstrução, às 02h22 já tinham ardido cerca de 64 ha: a hora de cada sítio antes dessa passagem é interpolada entre a hora da deteção e ela, não observada. A última deteção de calor por satélite foi a 4 de agosto.
A área ardida desta análise é o perímetro publicado pelo ICNF para este incêndio, nas partes junto às deteções VIIRS: cerca de 7175 ha na grelha da análise. O ICNF registou 7165 ha. As imagens Sentinel-2 de 25 de julho e de 6 de agosto de 2025 dão a severidade da queima dentro desse perímetro.
Comparamos a propagação reconstruída com os perímetros datados do Copernicus EMS (EMSR824), desenhados a partir de imagens de satélite; estão na camada «Perímetros de referência». Neste incêndio, a hora reconstruída ficou, em média, a 6,69 horas do intervalo de referência, e a menos de 6 horas em 81 % da área comparada. Este incêndio não fez parte do teste do método, por isso esta comparação é uma verificação independente.
Esta reconstrução é técnica, feita a partir de dados de satélite. As conclusões oficiais sobre o que aconteceu estão no relatório da Comissão Técnica Independente (Assembleia da República, 2026).