O incêndio de Proença-a-Nova começou a 13 de setembro de 2020, por volta das 13h30, em Conqueiros (Proença-a-Nova). A hora e o ponto de início vêm do PT-FireSprd, que os tirou de dados aéreos; o local, do ICNF. O perímetro que o ICNF publica para este incêndio fica sobretudo no concelho de Oleiros, e também em Proença-a-Nova, onde começou, e em Castelo Branco.
Os satélites VIIRS (Suomi NPP e NOAA-20) e MODIS (Terra e Aqua) viram calor deste incêndio em 22 passagens e registaram 698 deteções. Os píxeis de 1 km do MODIS só servem para a hora. A primeira passagem VIIRS (píxeis de 375 m) a ver o fogo foi às 13h56. Na reconstrução, às 13h56 já tinham ardido cerca de 12 ha: a hora de cada sítio antes dessa passagem é interpolada entre o início e ela, não observada. A última deteção de calor por satélite foi a 16 de setembro.
A área ardida desta análise é o perímetro publicado pelo ICNF para este incêndio, nas partes junto às deteções VIIRS: cerca de 14 910 ha na grelha da análise. O ICNF registou 14 878 ha. As imagens Sentinel-2 de 6 de setembro e de 11 de outubro de 2020 dão a severidade da queima dentro desse perímetro.
Comparamos a propagação reconstruída com os perímetros datados publicados no PT-FireSprd (Benali et al. 2023); estão na camada «Perímetros de referência». Esses perímetros não cobrem cerca de 1775 ha da área ardida desta análise (cálculo nosso): aí a hora reconstruída não tem com que ser comparada. Neste incêndio, a hora reconstruída ficou, em média, a 3,97 horas do intervalo de referência, e a menos de 6 horas em 82 % da área comparada. Este incêndio fez parte do teste do método, por isso esta comparação não é uma verificação independente.
Esta reconstrução é técnica, feita a partir de dados de satélite. Não encontrámos um relatório oficial publicado sobre este incêndio.