O alerta foi dado às 15h08 de 22 de setembro de 2026, em Água Longa (Santo Tirso), numa zona de mato. O satélite VIIRS viu calor 6 minutos depois.
Os satélites VIIRS e Sentinel-3 detetaram calor em 7 passagens e registaram 36 deteções. As deteções ficaram na mesma zona: as diferenças de posição são da ordem do tamanho dos píxeis. Entre as 15h14 de 22 de setembro e as 03h32 de 23 de setembro, a área vista em cada passagem VIIRS passou de 43 para 258 ha. A última deteção foi às 04h28.
O Meteosat, que vê a zona de 10 em 10 minutos, registou mais atividade entre as 20h00 e as 21h00 de 22 de setembro. Deixou de ver calor depois das 02h10 de 23 de setembro. O vento medido na estação mais próxima foi fraco, entre 2 e 8 km/h, de este e oeste. Enquanto o Meteosat viu calor, o modelo Open-Meteo (ERA5) indica vento fraco de direção variável, entre 6 e 13 km/h.
O primeiro registo de meios, às 19h59 de 22 de setembro, indica 224 operacionais e 69 veículos. O máximo registado foi de 313 operacionais e 97 veículos, às 22h38. Não houve meios aéreos registados. A ANEPC passou o fogo a vigilância às 23h49 de 23 de setembro, cerca de 33 horas depois do alerta.
A imagem Sentinel-2 tirada depois do fogo mostra cerca de 287 ha queimados junto às deteções. A área desenhada à volta das deteções VIIRS dá cerca de 341 ha. É mais do que a área queimada, porque cada píxel VIIRS cobre cerca de 14 ha e conta inteiro mesmo que só uma parte arda.