O incêndio da Sertã e Mação começou a 23 de julho de 2017, por volta das 13h47, em Mosteiro de São Tiago (Sertã). A hora de início vem do registo do ICNF (SGIF); o ponto é aproximado (o lugar de Mosteiro de São Tiago, na Sertã, que o ICNF dá como local de início, situado com o OpenStreetMap).
Os satélites VIIRS (Suomi NPP) e MODIS (Terra e Aqua) viram calor deste incêndio em 37 passagens e registaram 1443 deteções. Os píxeis de 1 km do MODIS só servem para a hora. A primeira passagem VIIRS (píxeis de 375 m) a ver o fogo foi às 15h12; o MODIS (píxeis de 1 km) já tinha visto calor às 14h23. Na reconstrução, às 15h12 já tinham ardido cerca de 275 ha: a hora de cada sítio antes dessa passagem é interpolada entre o início e ela, não observada. A última deteção de calor por satélite foi a 28 de julho.
A área ardida desta análise é o perímetro publicado pelo ICNF para este incêndio, nas partes junto às deteções VIIRS: cerca de 33 760 ha na grelha da análise. O ICNF registou 33 640 ha. As imagens Sentinel-2 de 14 de julho e de 29 de julho de 2017 dão a severidade da queima dentro desse perímetro.
Comparamos a propagação reconstruída com os perímetros datados publicados no PT-FireSprd (Benali et al. 2023); estão na camada «Perímetros de referência». Neste incêndio, a hora reconstruída ficou, em média, a 1,17 horas do intervalo de referência, e a menos de 6 horas em 97 % da área comparada. Este incêndio fez parte do teste do método, por isso esta comparação não é uma verificação independente.
Esta reconstrução é técnica, feita a partir de dados de satélite. Não encontrámos um relatório oficial publicado sobre este incêndio.