O incêndio de Tavira e São Brás de Alportel começou a 18 de julho de 2012, por volta das 14h00, perto de Catraia e de Fonte do Corcho (Tavira). A hora é a de um relatório publicado, que a dá como aproximada (relatório, p. 50); o ponto é aproximado (o lugar de Catraia, em Tavira, situado com o OpenStreetMap; o relatório citado situa o início perto deste lugar). O relatório técnico do Centro de Estudos sobre Incêndios Florestais (CEIF/ADAI) da Universidade de Coimbra, feito a pedido do Ministro da Administração Interna, dá-lhe cerca de 24 843 ha, a área de um relatório do ICNF, e diz que foi o maior incêndio registado em Portugal até então nesse ano (relatório, p. 1). Descreve o fim da tarde do dia seguinte como o período mais crítico de todo o incêndio, com uma progressão muito rápida da frente de chamas (p. 60).
Os satélites VIIRS (Suomi NPP) e MODIS (Terra e Aqua) viram calor deste incêndio em 23 passagens e registaram 1250 deteções. Os píxeis de 1 km do MODIS só servem para a hora. A primeira passagem VIIRS (píxeis de 375 m) a ver o fogo foi às 02h20 de 19 de julho; o MODIS (píxeis de 1 km) já tinha visto calor às 23h41 de 18 de julho. Na reconstrução, às 02h20 já tinham ardido cerca de 3355 ha: a hora de cada sítio antes dessa passagem é interpolada entre o início e ela, não observada. A última deteção de calor por satélite usada foi a 22 de julho.
A área ardida desta análise é o perímetro publicado pelo ICNF para este incêndio, nas partes junto às deteções VIIRS: cerca de 24 892 ha na grelha da análise. Em 2012 ainda não havia imagens Sentinel-2 para medir a severidade da queima.
O relatório citado mostra em mapas o perímetro estimado do incêndio a várias horas do primeiro dia (relatório, p. 54) e do segundo (p. 64). São mapas sem coordenadas, por isso não os comparamos com a propagação reconstruída.
Esta reconstrução é técnica, feita a partir de dados de satélite. Sobre este incêndio há um relatório técnico do Centro de Estudos sobre Incêndios Florestais (CEIF/ADAI) da Universidade de Coimbra, feito a pedido do Ministro da Administração Interna (2012); a cópia que ligamos está alojada no site Divergente.