O alerta foi dado às 18h58 de 15 de agosto de 2026, em Cabeça Boa (Torre de Moncorvo), numa zona de mato. O Meteosat viu calor 2 horas e 2 minutos depois. A primeira passagem VIIRS (píxeis de 375 m) a ver o fogo foi às 13h27 de 16 de agosto; o MODIS (píxeis de 1 km) já tinha visto calor às 21h46 de 15 de agosto.
Os satélites VIIRS detetaram calor em 27 passagens e registaram 685 deteções. A ANEPC abriu outra ocorrência em Cabeça Boa às 20h08 de 16 de agosto. A ANEPC abriu outra ocorrência em Vilarinho da Castanheira às 21h44. Até às 04h28 de 19 de agosto, o calor mais afastado chegou a 6,0 km para oés-sudoeste das primeiras deteções. Entre as 13h27 de 16 de agosto e as 03h43 de 19 de agosto, cada passagem VIIRS viu calor numa área entre 11 e 1724 ha. A área desenhada no mapa junta as passagens todas, por isso vai crescendo à medida que passam mais satélites. A última deteção foi às 14h46.
O Meteosat, que vê a zona de 10 em 10 minutos, registou mais atividade entre as 22h00 e as 23h00 de 16 de agosto e também entre as 23h00 de 17 de agosto e as 01h00 de 18 de agosto. Deixou de ver calor depois das 09h00 de 19 de agosto. O vento medido na estação mais próxima foi moderado, entre 0 e 28 km/h, de sueste, este, norte, nordeste e sudoeste. Enquanto o Meteosat viu calor, o modelo Open-Meteo (ERA5) indica vento fraco de direção variável, entre 1 e 11 km/h.
O primeiro registo de meios, às 19h06 de 15 de agosto, indica 6 operacionais e 0 veículos. O máximo registado foi de 559 operacionais e 171 veículos, às 11h30 de 19 de agosto. Chegaram a estar 9 meios aéreos no fogo. A ANEPC deu o fogo por concluído às 19h47 de 20 de agosto, cerca de 5 dias depois do alerta. Às 08h48 de 22 de agosto passou a vigilância.
A imagem Sentinel-2 tirada depois do fogo mostra cerca de 3085 ha queimados junto às deteções. A área desenhada à volta das deteções VIIRS dá cerca de 4414 ha. É mais do que a área queimada, porque cada píxel VIIRS cobre cerca de 14 ha e conta inteiro mesmo que só uma parte arda.