O incêndio de Pataias começou a 15 de outubro de 2017, por volta das 14h30, em Burinhosa (Alcobaça). A hora e o ponto de início vêm do PT-FireSprd, que os tirou de relatórios publicados e de dados do serviço florestal; o local, do ICNF. Segundo a Comissão Técnica Independente nomeada pela Assembleia da República, quando o incêndio de Burinhosa-Pataias-Alcobaça começou já estava em curso, havia cerca de meia hora, outro incêndio, o da Praia da Légua, com o ponto de início a cerca de três quilómetros (relatório, p. 191). Juntos, queimaram quase toda a área das matas nacionais do Pedrógão e de Leiria e cerca de metade da Mata Nacional do Urso (p. 87). O ICNF regista o da Praia da Légua como outro incêndio, que esta análise não inclui; os perímetros do PT-FireSprd juntam os dois. Segundo a Comissão, nessa noite foram evacuados vários parques de campismo, entre eles os de Vieira de Leiria e da Praia de Pedrógão (p. 191); na madrugada seguinte, o fogo chegou ao Carriço, no concelho de Pombal, perto da reserva de gás natural, e só foi dominado na noite seguinte, depois da chuva (p. 192).
Os satélites VIIRS (Suomi NPP) e MODIS (Terra e Aqua) viram calor deste incêndio em 7 passagens e registaram 71 deteções. Os píxeis de 1 km do MODIS só servem para a hora. A primeira passagem VIIRS (píxeis de 375 m) a ver o fogo foi às 15h38; o MODIS (píxeis de 1 km) já tinha visto calor às 15h37. A última deteção de calor por satélite usada foi a 16 de outubro.
A área ardida desta análise é o perímetro publicado pelo ICNF para este incêndio, nas partes junto às deteções VIIRS: cerca de 17 216 ha na grelha da análise. O ICNF registou 17 265 ha. As imagens Sentinel-2 de 12 de outubro e de 22 de outubro de 2017 dão a severidade da queima dentro desse perímetro.
Nesta página não há uma propagação reconstruída, por isso não a comparamos com os perímetros datados publicados no PT-FireSprd (Benali et al. 2023); estão na camada «Perímetros de referência».
Esta análise é técnica, feita a partir de dados de satélite. As conclusões oficiais sobre o que aconteceu estão no relatório da Comissão Técnica Independente (Assembleia da República, 2018).