O incêndio de Sandomil começou a 15 de outubro de 2017, por volta das 10h26, em Decompras (Seia). A hora de início vem do registo do ICNF (SGIF); o ponto é aproximado (Sandomil, em Seia, situado com o OpenStreetMap; o ICNF dá como local de início Decompras, na mesma freguesia, que não encontrámos no OpenStreetMap). Segundo a Comissão Técnica Independente nomeada pela Assembleia da República, o incêndio de Sandomil-Seia causou 1 morto (relatório, p. 151). Entre as evacuações que a Comissão descreve está a de 8 aldeias por completo e de 2 em parte (p. 189). A Comissão descreve-o a entrar no concelho de Oliveira do Hospital, que este incêndio e o de Arganil afetaram de forma significativa (p. 189). No relatório, faz parte do complexo de Arganil-Seia, com os incêndios de Esculca-Côja-Arganil e de Vide; numa paisagem florestal mais fragmentada do que a das ignições da serra do Açor, desenvolveu-se mais devagar e é mais difícil de caracterizar (p. 82). O ICNF regista esses dois como incêndios à parte, que esta análise não inclui.
Os satélites VIIRS (Suomi NPP) e MODIS (Terra) viram calor deste incêndio em 5 passagens e registaram 100 deteções. Os píxeis de 1 km do MODIS só servem para a hora. A primeira passagem VIIRS (píxeis de 375 m) a ver o fogo foi às 15h38; o MODIS (píxeis de 1 km) já tinha visto calor às 12h19. Na reconstrução, às 15h38 já tinham ardido cerca de 2376 ha: a hora de cada sítio antes dessa passagem é interpolada entre o início e ela, não observada. A última deteção de calor por satélite foi a 16 de outubro.
A área ardida desta análise é o perímetro publicado pelo ICNF para este incêndio, nas partes junto às deteções VIIRS: cerca de 13 030 ha na grelha da análise. O ICNF registou 11 808 ha. As imagens Sentinel-2 de 12 de outubro e de 27 de outubro de 2017 dão a severidade da queima dentro desse perímetro.
Não há perímetros datados publicados deste incêndio para comparar com a propagação reconstruída.
Esta reconstrução é técnica, feita a partir de dados de satélite. As conclusões oficiais sobre o que aconteceu estão no relatório da Comissão Técnica Independente (Assembleia da República, 2018).