O incêndio do Sabugueiro começou a 15 de outubro de 2017, por volta das 06h03, em Brejo (Seia). A hora de início vem do registo do ICNF (SGIF); o ponto é aproximado (Sabugueiro, em Seia, situado com o OpenStreetMap; o ICNF dá como local de início Brejo, na mesma freguesia, que não encontrámos no OpenStreetMap). A Comissão Técnica Independente nomeada pela Assembleia da República analisa este incêndio como a ocorrência de Sabugueiro-Seia, um dos três grandes incêndios desses dias no concelho de Seia (relatório, p. 188). Segundo a Comissão, ao fim da tarde do primeiro dia foi ativado o plano municipal de emergência de Gouveia, o concelho vizinho (p. 189).
Os satélites VIIRS (Suomi NPP) e MODIS (Terra e Aqua) viram calor deste incêndio em 8 passagens e registaram 361 deteções. Os píxeis de 1 km do MODIS só servem para a hora. A primeira passagem VIIRS (píxeis de 375 m) a ver o fogo foi às 13h57; o MODIS (píxeis de 1 km) já tinha visto calor às 12h19. Na reconstrução, às 13h57 já tinham ardido cerca de 1727 ha: a hora de cada sítio antes dessa passagem é interpolada entre o início e ela, não observada. A última deteção de calor por satélite foi a 16 de outubro.
A área ardida desta análise é o perímetro publicado pelo ICNF para este incêndio, nas partes junto às deteções VIIRS: cerca de 12 104 ha na grelha da análise. O ICNF registou 11 925 ha. As imagens Sentinel-2 de 12 de outubro e de 27 de outubro de 2017 dão a severidade da queima dentro desse perímetro.
Não há perímetros datados publicados deste incêndio para comparar com a propagação reconstruída.
Esta reconstrução é técnica, feita a partir de dados de satélite. As conclusões oficiais sobre o que aconteceu estão no relatório da Comissão Técnica Independente (Assembleia da República, 2018).