O incêndio de Quiaios começou a 15 de outubro de 2017, por volta das 14h30, em Cova de Serpe (Figueira da Foz). A hora e o ponto de início vêm do PT-FireSprd, que os tirou de relatórios publicados; o local, do ICNF. Segundo a Comissão Técnica Independente nomeada pela Assembleia da República, o incêndio de Cova de Serpe-Quiaios-Figueira da Foz desenvolveu-se sobretudo em mata nacional, de gestão pública. Ao fim da tarde foi preciso evacuar o parque de campismo da Tocha e, à noite, foi ativado o plano municipal de emergência de Mira; o fogo chegou à vila de Mira nessa noite, entrou no concelho de Vagos na madrugada seguinte e só foi dominado na noite desse dia, depois de alguma chuva (relatório, p. 187). Na análise da ocupação do solo das grandes áreas ardidas, a Comissão junta-o com várias ocorrências em Vagos (p. 77).
Os satélites VIIRS (Suomi NPP) e MODIS (Terra e Aqua) viram calor deste incêndio em 13 passagens e registaram 165 deteções. Os píxeis de 1 km do MODIS só servem para a hora. A primeira passagem VIIRS (píxeis de 375 m) a ver o fogo foi às 15h38; o MODIS (píxeis de 1 km) já tinha visto calor às 15h37. A última deteção de calor por satélite usada foi a 18 de outubro.
A área ardida desta análise é o perímetro publicado pelo ICNF para este incêndio, nas partes junto às deteções VIIRS: cerca de 18 804 ha na grelha da análise. O ICNF registou 19 026 ha. As imagens Sentinel-2 de 12 de outubro e de 25 de outubro de 2017 dão a severidade da queima dentro desse perímetro.
Nesta página não há uma propagação reconstruída, por isso não a comparamos com os perímetros datados publicados no PT-FireSprd (Benali et al. 2023); estão na camada «Perímetros de referência».
Esta análise é técnica, feita a partir de dados de satélite. As conclusões oficiais sobre o que aconteceu estão no relatório da Comissão Técnica Independente (Assembleia da República, 2018).